O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece normas de proteção integral de crianças e adolescentes. No entanto, muitos empresários, prestadores de serviços e até mesmo famílias que contratam adolescentes para pequenas atividades não estão completamente cientes das implicações legais que envolvem esses contratos. Esse desconhecimento pode gerar riscos significativos, tanto para o contratante quanto para o contratado.
O ECA estabelece diretrizes com foco na garantia dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes, especialmente no que diz respeito à educação, saúde, convivência familiar e comunitária, além da proteção contra qualquer forma de exploração ou negligência.
Por exemplo, a contratação de menores entre 14 e 18 anos para desempenhar funções sob o regime de jovem aprendiz é bastante comum. No entanto, muitos desconhecem que, além de seguir as diretrizes da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), é essencial observar também as disposições do ECA, especialmente em relação às atividades insalubres, perigosas ou noturnas, que são estritamente proibidas.
Outro ponto relevante é que esse Estatuto também coíbe qualquer forma de exploração infantil, o que implica que contratação de crianças (menores de 14 anos) é vedada.
O desconhecimento ou desrespeito a essas normas pode gerar penalidades para o contratante, incluindo multas elevadas e processos judiciais. Por isso, é essencial que os empregadores, independentemente do porte ou setor de atuação, estejam cientes das responsabilidades que assumem ao estabelecer qualquer relação contratual com menores de idade.
Contudo, o ECA vai além da regulação do trabalho de menores. Ele também interfere em outros tipos de contratos, como os de publicidade envolvendo crianças e adolescentes, a inserção em mídias digitais e redes sociais, e até mesmo contratos de participação em competições esportivas.
Diante desses cenários, é fundamental que os envolvidos nesse tipo de contrato busquem orientação jurídica especializada.
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